Lost in Translation / Encontros e Desencontros

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Peguei o filme por acaso tempos atrás, a diretora era conhecida (Sofia Coppola – a filha do “hómi”) e de cara ví Bill Murray e Scarlet Johansson nos papéis principais… pensei… este promete!!! Adiantando o final, foi melhor que a promessa: o filme é uma delícia, leve e otimista sem ser ingênuo/superficial, parte de um enredo simples (um ator entediado e em crise encontra-se e faz amizade com a mulher negligenciada de um fotógrafo de moda, no Japão) para contar uma fábula pós-moderna.
O mais gostoso é que seria muito fácil o filme se tornar uma elegia aos relacionamentos relâmpago, sem passado/futuro e de presente curtíssimo, mas Sofia usa justamente este ambiente (e Toquio como expressão máxima dele) para contar uma história que fala de carinho, amizade, atenção – e que pode, ou não, acabar em algo mais. Não dá pra contar muito mais sem estragar a surpresa, mas os minutos finais valeriam um prêmio… como o cartaz do filme diz, “everyone wants to be found”. Nada mais verdadeiro.

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