Anima (apenas um pensamento avulso…)

Somos, nós, os humanos, imensamente complexos. Mesmo a mais simples das pessoas, de pés no chão, preocupada apenas em se manter viva até o dia seguinte, é infinitamente complicada – uma prodigiosa seleção de lembranças, experiências, crenças, intuições, aprendizados, interpretações, referências, projeções, desejos; ódios, afetos, temores, certezas, tudo aquilo que transcende a carne, anima-a, dá uso e razão à ela. Diante desta construção – forte como um sopro primeiro de vida, imensa, única em sua combinação – nos sentimos paradoxalmente grandes e pequenos, somos a obra engenhosa que não alcançamos conhecer completamente; e transitórios, porque reconhecemos a brevidade de nossas pegadas na areia do tempo.

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