Archive for June, 2014

empréstimos

Thursday, June 12th, 2014

E tudo me era imensamente novo – lugares, pessoas, o que eu vivia e quem eu era – & ela andava acerca, entre, pelos meus caminhos. Tinha seus dezessete e sonho, eu sonhos aos vinte e dois,  desespero vão por aqueles olhos bem pretinhos, o rosto de menina escondido nos cabelos claros, o andar, meu Deus o andar, eu que achava que sabia cada gesto & cada expressão dela e a sonhava aprender cada quarto cada motel desta abençoada Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá, amém.

(a gente empresta um pouco a luz dum desejo antigo, bem antigo mesmo – coisa de 1992, 93, 94 – para se entender hoje. E só assim consegue.)

quando uma cidade, estranhamente, nos toca…

Thursday, June 5th, 2014

brasilia

“No príncipio era o ermo
Eram antigas solidões sem mágoa.
O altiplano, o infinito descampado
No princípio era o agreste:
O céu azul, a terra vermelho-pungente
E o verde triste do cerrado.
Eram antigas solidões banhadas
De mansos rios inocentes
Por entre as matas recortadas. ”

Vinicius de Moraes, Sinfonia da Alvorada  – escrita ‘lá’  a quatro mãos  – parceria com Tom Jobim –  e à época, nascimento de Brasilia. Talvez para ser Braxilia,  imaginada/sonhada pelo poeta Nicolas Behr.

 

 

…as amarelinhas que vivem no topo do Morro de Santo Antonio…

Thursday, June 5th, 2014

amarelinhas no alto do morro de sto antonio

Quase oração

Thursday, June 5th, 2014
Meu espírito velho
preto mulato colono italiano
que já viu tanto, nasceu/morreu/nasceu/morreu
tanto
e
desta vez, mal viveu.

Que me cuida
&
me conduz são em meio ao deserto
estéril barulhento e colorido desta época
deste lugar e persona…
sigo porque há caminho.

Algum lugar mato-verde-cheiro-planta-terra-água
depois chuva,
barulho dela nas pedras
e
dos pequenos bichos de Deus, amém.
Assim seja.